Chegamos ao ponto irreversível: ‘I Love L.A.’ me conquistou de vez
“I Love L.A.” segue conquistando um público cada vez mais fiel com lançamentos semanais aos domingos no ecossistema HBO. Desde que comentei pela primeira vez sobre a série nas redes em meados de novembro, logo após o segundo episódio, ela entrou num ritmo delicioso. Já recebemos o episódio 3 em 16 de novembro, o 4 em 23 de novembro e o 5 agora em 30 de novembro. A primeira temporada tem previsão de encerramento em 21 de dezembro, exatamente às vésperas do Natal, com o oitavo e último episódio.
A série acompanha a tentativa da turma mais descolada de Los Angeles de sobreviver à selva digital e às artimanhas da influência online. Esse é o grande mote da produção, que apresenta a comédia de erros da fama improvisada. Maia Simsburry, interpretada pela criadora da própria série Rachel Sennott, é uma aspirante a manager de carreiras virtuais que alterna entre o fundo do poço social e o auge de collabs com marcas. Tudo isso acontece enquanto ela circula pelo sucesso meteórico da amiga e influencer Tallulah Stiel, vivida por Odessa A’zion. Juntas, elas já foram canceladas, acolhidas, fugitivas de uma festa na casa do astro Elijah Wood (nosso eterno Frodo Bolseiro) e até encontraram um cantor gospel, ampliando seus círculos sociais de formas sempre fora da curva e problemática.
Quando apresentei “I Love L.A.” pela primeira vez, deixei de mencionar parte importante do elenco que completa esse círculo hilariante de amigos. Alani Marcus, interpretada por True Whitaker, filha de um astro hollywoodiano, é a melhor amiga de Maia e geralmente serve como o senso de realidade dessa turma, embora também se deixe levar pelas insanidades de Los Angeles. Há ainda Charlie Cohen, interpretado por Jordan Firstman, um estilista gay que perde o emprego após comentar demais sobre uma celebridade que ele veste. E claro, Dylan, interpretado por Josh Hutcherson (Jogos Vorazes), o namorado de Maia, que funciona como uma âncora emocional em alguns dos episódios mais turbulentos.

Ao longo da temporada, esse grupo se estreita, se esfarela, se reaproxima e se envolve em enrascadas cada vez maiores. Um bom exemplo é o final do episódio 2, com um jantar desastroso marcado pela presença de uma influencer do tipo “mean girl”, que acaba expondo todo mundo num caos virtual que explode nas redes após uma live do mal.
Esse desastre alimenta a narrativa do episódio 3, que acompanha a tentativa da turma de limpar a bagunça digital deixada pelo capítulo anterior. Mas foi o episódio 4 que, pessoalmente, me fez vestir a camisa de torcedor da série.
Com o título “Lá em Cima”, esse episódio é delicioso do começo ao fim. Maia e Alani invadem o segundo andar de uma mansão onde ocorre uma festa e encontram Elijah Wood interpretando uma versão antissocial de si mesmo. A situação é tão absurda que se torna irresistivelmente engraçada. Enquanto isso, Charlie acredita que o rapaz com quem está flertando é gay, mas descobre que ele é, na verdade, um cantor gospel muito famoso. Esse mal-entendido cria uma sequência hilária que termina com um convite para que Charlie cuide do figurino da turnê do artista. É pura vergonha alheia, inesperado e simplesmente sensacional.
Confesso que até o episódio 3 eu estava ponderando se a série era boa ou não, mas ainda esperando aquele momento que me fisgasse de vez. Foi no episódio 4 que a série alcançou seu ápice; e coincidentemente é o “meio da temporada”. Eu sempre sigo minha regra pessoal: uma série promissora precisa me conquistar até o quarto episódio, e se não conseguir… abandono na mesma hora. Aqui, “I Love L.A.” não só me segurou como me arrebatou de vez.

O episódio 5, chamado “Nem Todos São com o Jeremy”, reforça ainda mais o talento da série para transformar situações sociais desconfortáveis em comédia de primeira. Maia e Dylan vivem um encontro de casais perturbador na casa da chefe dela, Alyssa, interpretada por Leighton Meester, e do parceiro Jeremy, vivido por Ben Feldman. O jantar se transforma em um festival de constrangimentos, sem comida pronta, sem clima e com comportamentos nada acolhedores dos anfitriões. O casal convidado acaba fugindo para a cozinha para salvar o churrasco, criando momentos tão exagerados que se tornam irresistíveis.
Com cinco episódios lançados, posso afirmar que a primeira temporada encontrou seu ponto de ebulição a partir do episódio 4. A série nem terminou e a HBO já garantiu uma segunda temporada. Isso reflete a confiança da emissora no potencial da história e a boa recepção do público, que abraçou o humor ácido e caótico da produção.
Eu estou amando “I Love L.A.”. Se você também está assistindo, me encontre por aí para conversarmos sobre essa Los Angeles alucinada, exagerada e deliciosamente cômica que Rachel Sennott inventou.
Calendário de episódios da primeira temporada
Lançamento semanal aos domingos
Episódio 1 – 2 de novembro de 2025
Episódio 2 – 9 de novembro de 2025
Episódio 3 – 16 de novembro de 2025
Episódio 4 – 23 de novembro de 2025
Episódio 5 – 30 de novembro de 2025
Episódio 6 – 7 de dezembro de 2025
Episódio 7 – 14 de dezembro de 2025
Episódio 8 – 21 de dezembro de 2025, final de temporada
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