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Série ‘I Love L.A.’ chega como promessa de ser um novo fenômeno; primeiras impressões

Estreou no dia 2 de novembro a mais nova série da HBO, I Love L.A., criada e protagonizada por Rachel Sennott (de The Idol, Bottoms). A idealizadora do projeto assume a influência de clássicos dos anos 90 e 2000, mas tem como meta traduzir essa herança para uma linguagem que dialogue com a geração atual. Alguns especialistas já apontam que pode ser o equivalente de Gossip Girl ou Sex and the City para quem vive no mundo digital de hoje.

No primeiro episódio, acompanhamos a vida de Maia em Los Angeles: aos 27 anos, ela vive com seu grupo de amigos e com o namorado Dylan (interpretado por Josh Hutcherson). Em seu aniversário, Maia narra as frustrações que carrega em relação a uma antiga melhor amiga, Tallulah (Odessa A’zion), hoje influenciadora digital de sucesso. Ao mesmo tempo, ela está determinada a conquistar uma promoção na agência em que trabalha, passando de assistente para gerente de talentos.

Leighton Meester interpreta Alyssa, a chefa de Maia (HBO – I Love L.A.)

Maia tem como chefe Alyssa (interpretada por Leighton Meester, nossa eterna Blair Waldorf de Gossip Girl), que, enquanto faz as unhas no escritório logo cedo, informa que considerará a promoção de Maia se ela provar ter experiência como gerente de talentos. Nesse momento, Maia recorda que foi justamente ela quem ajudou Tallulah a “explodir” nas redes sociais; e imagina poder usar esse fato como credencial para justificar a promoção.

Horas depois, o grupo de amigos em Los Angeles é surpreendido pela chegada de Tallulah, que reaparece de forma extravagante. Sua reentrada desencadeia um conjunto de tensões e conflitos que alimentam o andamento do episódio de estreia.

Como foi assistir?

Assistindo, senti-me desconfortável pela forma como Maia se comportava: ela (protagonista!) parecia incapaz de agir, de se posicionar perante Tallulah, de cortar o ciclo tóxico que sua amiga desencadeava. E Tallulah então, tão expansiva, tão exagerada, fazendo das suas “extrapolias” (por exemplo: aparecer de última hora, bagunçar planos, usar seu status digital como trunfo), me incomodou a ponto de me tirar da imersão. Parecia que a série apostava demais no estilo “influencer caótico” e menos no arco emocional real da protagonista.

Mas (e esse “mas” é importante), quando finalmente o diálogo aparece, quando se abre o espaço para que esses dois polos entrem em verdadeiramente conflito e comunicação, senti que entendi o que a série quer dizer. Que não é só “festa, rede social e ascensão”. É também por que ascendemos, como nos mantemos, e quem se perde no meio disso.

Foi exatamente esse momento de “as amigas conversam” que me fez reconsiderar. Estava quase abandonando a série, parecia frívola demais, até que a cena final me chamou de volta. E pensei: ok, talvez valha a pena seguir.

Assista o vídeo que postei falando sobre as primeiras impressões de ‘I Love L.A.’

@drollbr

Os primeiros episódios da série I Love L.A. e primeiras impressões sobre Maia, Tallulah e companhia em Los Angeles. Vai ser uma nova Gossip Girl ou a Sex and the City dessa geração?! #ILoveLA #HBOMax #Séries #TV #rachelsenott

♬ som original – Droll

Jornalista, Produtor de TV, Relações Públicas, Especialista em Produção de Eventos, Escritor

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